This page in: EN / CA / ES / PT-BR / FR


O criador

Cineasta e pesquisador.


Visão geral

Marie de Caba é criado por Valentí Ferrer, cineasta e pesquisador que atua na interseção entre narrativa, memória e inteligência artificial.

Seu trabalho explora como as tecnologias contemporâneas podem ser usadas não como espetáculo, mas como ferramentas de escuta, reconstrução e presença.

Person seated at a wooden desk reviewing stacks of aged handwritten documents and letters under warm lamplight. Hands turn pages of bound notebooks and loose papers, evoking archival research, memory, and historical investigation.

Autoria e abordagem

Valentí Ferrer desenvolve Marie de Caba como um projeto de docu-ficção de longa duração, fundamentado em arquivos reais, pesquisa histórica e um rigoroso arcabouço narrativo.

A inteligência artificial é usada como linguagem criativa, possibilitando a reconstrução de vozes, espaços e encontros que já não existem, sempre a serviço da história, da memória e da investigação.

O projeto não busca simular a verdade, mas criar as condições para que as perguntas possam ser feitas novamente.

Dentro do projeto, Ferrer aparece sob o nome Val Ferren.

Val Ferren não é um personagem ficcional, mas uma posição narrativa: a voz do ouvinte, do entrevistador e do investigador que permanece na dúvida.

Ele não representa o público nem fala com autoridade.

Seu papel é perguntar, escutar e permanecer presente diante do que emerge.

Essa separação permite ao projeto distinguir claramente entre autoria e presença.

Val Ferren

Uma origem pessoal

A figura de Marie de Caba surge de um arquivo familiar real ligado à esposa do criador. Documentos, memória oral e vestígios privados tornaram-se o ponto de partida de uma investigação que se expande além do pessoal para questões compartilhadas sobre memória, silêncio e continuidade.

Essa origem íntima não limita o projeto.
Ela explica sua necessidade.

Trabalho em andamento

Marie de Caba se desdobra em múltiplos espaços conectados — a série de entrevistas, La Sala de Marie e os Cadernos de Val — e continuará a evoluir ao longo do tempo.

O projeto não é concebido como uma obra fechada, mas como uma investigação viva.